Ao som do jazz e sob efeito de pelo menos quatro doses de Chivas ela discursava sobre coisas que faziam meu corpo reagir involuntariamente... Por vezes me acalmava falando sobre planos de investimentos, jóias, perfumes ou sobre como preferia um "dezoito anos" Entre uma tragada e outra de sua cigarrilha ela gesticulava balançando seu corpo e com os olhos fincados nos meus Porém, as únicas coisas em que eu conseguia prestar atenção eram em como o arredondado dos seus seios era tão perfeito e em como ela conseguia ter um sorriso infantil com toda aquela sensualidade.... Talvez aquele fosse o mistério que me prendia a ela... Eu me embriagava com um vinte e cinco anos, que mesmo ela reclamando também não largava... Com o charuto que estava em minhas mãos com uma forte brasa e todo aquele cheiro doce que suavemente vinha de sua nuca... Uma boca quente Um lençol de seda ...
JULIA PERES,
ResponderExcluirmandou muito bem.
Belíssimo texto.
Correto e objetivo, deu o recado como deveria.
"A chama que queima em mim/nem toda água do mar pode apagar/".
Confesso que tenho visto muitos poemas por aí. Os blogs exploram muito isto.
Mas, o seu realmente, faz a diferença e é , absolutamente distinto de muitos os quais já ví.
E simples!
Julia, tenho um blog de humor: HUMOR EM TEXTO", se você quiser visitá-lo vou ficar mais feliz do que pinto no lixo (rs).
Um abração carioca.
hum, que bonito poema, dona julia p.
ResponderExcluir( que coisa boa ter postado novamente!)