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Noites Cruas - Cartas de um amante

Antes das cinco e a moça já se despia para mais um.
Ela havia perdido os sonhos mas sua forma era sempre intacta, jovial e delicada.
Tirou a seda branca que envolvia o corpo quase negro, e em um só gesto caía suavemente aquilo que não encobria mais nada, somente os caracóis dos seus cabelos escondiam um pouco do que ela não fazia questão de ocultar.
Não chorava nem sorria pois se acostumara a ser usada, agia sempre da mesma forma e não sabia porque.
A moça não se moveu, porém mesmo com toda incerteza o jovem deitou-se naquele quarto bagunçado.
O cheiro de mofo, os lençóis puídos, nada a incomodava. Ela tinha seu objetivo.
Rumou ao homem e pôs seus pequenos seios à face daquele, ele corou-se por instantes e com a voz macia advertiu - Tudo será cobrado!
Ele com sutis toques a possuía e descobria cada canto do seu túmulo-íntimo enquanto ela não mudava sua expressão, não citava uma palavra. Estava fria como uma cobra.
Ao findar o ato ele adormeceu mesmo suado e com o cheiro da libido impregnando o local, seu sono foi pesado. A moça se foi.
Não levou dinheiro, não levou carinho, não levou amor.
Levou somente suas lembranças, e tudo que foi cobrado...

Comentários

  1. Ahuahauhauah, vc é linda e dissimulada. Seda branca e um termo meuuuuuu. Meu eu-lírico anda te influenciando né hauahuah admita amor...

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