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Lembrança da porta fechada

Eu queria poder entender o que se passa aqui dentro...
Sim versifico na intenção de expor os sentimentos que estão cá gritando e explodindo com minha paciência.
Eu me ligo a ele e noto estar sozinha enquanto ele só se importa com seus ideais e sua vida.
Por que ainda o procuro se nossa relação é como um cigarro, meu vício, que tenho como um prazer sublime quando é tragado, mas quando acaba, rápido, deixa-me dores no peito?
Eu busco nele o homem e encontro somente um garoto imaturo que não sabe tratar uma mulher.
Ele não nota que me magoa, ou nota e não se importa, ou nota e simplesmente é isso que ele quer ou não nota, mas se bem que queria que fosse assim ou... ou... ou...
Um desabafo, como um grito sai de mim pela insignificância dos meus sentimentos.
O meu real é surreal, o meu ser é imortal dentro do palco imaginário dos meus sentimentos mais obscuros.
Timbres agudos e graves, sonhos inacabáveis e lágrimas...

Você entrou na minha vida me dando sonhos... Entrou mentindo que poderia me dar o que não queria... Eu acreditei no seu amor... O meu maior erro. A minha maior inspiração.
Sim homem, estás nos meus versos como no meu coração. És a pimenta do meu eu-lírico e o punhal da minha alma!

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